sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Afeganistão - Não aprender com a História


Os ingleses ocuparam o Afeganistão entre 1830-1919 e saíram deste país quase escorraçados militarmente. No século 20, a União Soviética invadiu o Afeganistão com 120 mil soldados que acabaram por abandonar o país em 1989, sob ameaça de pesada derrota às mãos dos rebeldes muajedines, então com apoio norte-americano e paquistanês.
Os soviéticos foram forçados a retirar-se (15 Fevereiro de 1989), dez anos depois da invasão, com um contingente expedicionário totalmente desmoralizado e afectado pela incapacidade de sustentação logística.
Actualmente, os Estados Unidos, e uma coligação de tropas de países aliados da NATO, debatem-se exactamente com os mesmo problemas e com perspectivas sombrias sobre a sua capacidade para derrotarem a insurreição rebelde.
A NATO decidiu acelerar o processo de estabelecimento de uma nova fase de transição no Afeganistão, baseada na autosuficiência das forças afegãs para controlar o terrorismo e os rebeldes.
No momento em que as tropas da coligação registam perdas recordes – mais de 400 mortos desde 2009 – os 28 países aliados admitem que é urgente mudar de método sob pena de novo fracasso militar.
Poucos estão empenhados em mandar mais reforços como pediu o comandante-em-chefe da força internacional (ISAF), General Stanley McChrystal.
A prioridade agora parece ser devolver a batata quente aos afegãos através da formação do seu exército e da polícia por forma a que estes sejam capazes de receber o fardo da coligação.
Mas mesmo para isto, são necessários recursos, pessoal e dinheiro, como recordou o secretário-geral da aliança, Rasmussen.
McChrystal pediu entre 10.000 a 40.000 soldados norte-americanos suplementares para garantir o sucesso da sua nova estratégia, numa altura em que o total das forças internacionais ultrapassa os 100.000 homens.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO voltam a debater a questão dos reforços militares nos dias 3 e 4 de Dezembro em Bruxelas.

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